Stav budúcnosti 2002 (2002 State of the Future)
by Jerome C. Glenn and Theodore J. Gordon

SUMÁRIO  EXECUTIVO – O ESTADO DO FUTURO 2002


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Table of Contents (English)
Executive Summary - Portugese
                                - French
                                - Slovak
                                - Spanish

The 2002 edition of the State of the Future addresses in a coherent and forward-looking way many of the issues that impact on the evolution of our planet and the people living on it. At a time of accelerating globalization and an increasing need to organize our societies accordingly, it is essential for policy-makers at all levels to be able to rely on such solid analysis of global trends. The study is a good example of building collective intelligence based on a large network across the world.

Philippe Busquin, Commissioner for Science & Technology
The European Commission


The 2002 State of the Future report provides important insights into the challenges facing our growing, interconnected global society. Thanks to inspiration by the Millennium Project,  “The Tech Museum Awards: Technology Benefiting Humanity” was launched and is now flourishing as we work together to use technology to improve the human condition.

James C. Morgan, Chairman and Chief Executive Officer
Applied Materials, Inc.


2002 State of the Future is a unique resource for those who care about global change and improving the future. It provides an assessment of the human situation as a whole, prospects for the future, and actions for today. It is used by both those who need the most precise briefings and those who want the full research background. Each chapter in the book is an executive summary of more complete reports in the CD-ROM section of about 2,000 pages. As a result, it provides a common platform for global actors, educators, and the concerned public to use in building more coherent policy.

Paperback with CD-ROM. 100 pages print and about 2,000 pages CD-ROM
ISBN 0-9657362-9-6
Published: August 2002
Price: $49.98 US dollars plus shipping. Discount 40% for orders over 10 copies.
(Payment by major credit cards or US dollars check or money order)
 

It is produced by the Millennium Project, which collects, feeds back, and assesses insights from creative and knowledgeable people on emerging crises, opportunities, strategic priorities, and the feasibility of actions. Over 1,000 futurists, business planners, scientists, scholars, and decisionmakers who work for international organizations, governments, private corporations, NGOs, and universities in more than 50 countries have contributed to this five-year cumulative research. Your feedback is welcome to improve the next State of the Future.



O ESTADO DO FUTURO 2002
SUMÁRIO  EXECUTIVO

PROJETO MILLENIUM – AMERICAN COUNCIL DA UNIVERSIDADE DAS NAÇÕES UNIDAS
NEF – NÚCLEO DE ESTUDOS DO FUTURO – PUC-SP

Tradução:   Aline  Alegria
Supervisão: Rosa Alegria

O mundo está completando uma convergência de informação e tecnologia de telecomunicações para criar um mecanismo de auto-organização no desenvolvimento da inteligência coletiva da humanidade. A China tem (avançado na era da informação com o maior número de usuários de telefones celulares do mundo e o segundo maior no acesso da Internet domiciliar,com 56,6 milhões de pessoas.

Mundialmente, um crescente número de mulheres com educação formal participa da economia real. Esse crescimento tem contribuído para uma melhor nutrição, redução da mortalidade infantil e da taxa de natalidade,  melhorando o bem estar social em todo o mundo. Cientistas têm diminuído, paralisado e acelerado fótons em gases de baixa temperatura e cristais sólidos.

A construção da Estação Internacional Espacial continua, e a pesquisa do genoma humano está mudando as perspectivas para a vida. Os fatores que causaram o desenvolvimento das proezas tecnológicas e científicas nos últimos 25 anos irão demorar a aparecer comparada ao número de mudanças que irão ocorrer nos próximos 25 anos.

Tragicamente, a baixa tecnologia mas o forte impacto dos ataques de11 de setembro, demonstram que o terrorismo é crescente, destrutivo, difundido e difícil de prevenir. A intensidade dos conflitos étnicos e religiosos  têm escalado até o limite do abismo nuclear entre India e Paquistão. A crescente habilidade de pequenos grupos e indivíduos de provocar efeitos catastróficos nos nossos sistemas de vida global provocam uma variedade de discussões, estendendo-se desde questões éticas no tratamento das minorias até o formato de pesquisa  que congrega nanotecnologia, biotecnologia, e inteligência artificial.

Criando parcerias globais entre ricos e pobres para fazer com que o mundo funcione melhor para todos, o que parecia um slogan idealista antes de 11 de setembro, pode provar ser a direção mais pragmática de como as possibilidades crescentes de indivíduos poderão ter um dia acesso às armas de destruição em massa.

As interações entre população e crescimento econômico de um lado e qualidade ambiental e riquezas naturais de outro, foi o foco de 65000 delegados e 100 chefes de Estado que participaram da Cúpula Mundial de Desenvolvimento Sustentável em Joanesburgo em agosto de 2002. A Cúpula estimulou a revalorização de como implementar a Agenda 21, e atraiu grande atenção para os papéis da educação , da energia e da participação do público privado. Alguns conflitos militares e muitos problemas ambientais existem devido à falta de   energia limpa e abundante.

Embora a interdependência do crescimento econômico e inovação tecnológica, tenha tornado possível quase 4 bilhões de pessoas,  relativamente uma boa condição de saúde e moradia, a menos   que nosso comportamento financeiro,econômico, ambiental e social seja melhorado juntamente  com as nossas tecnologias industriais, a longo prazo o futuro a longo prazo poderá ser ainda mais difícil.

As pessoas estão vivendo mais, o mundo está cada vez mais urbanizado, e a população está crescendo rapidamente, onde as pessoas podem no mínimo produzir as necessidades básicas para viver. Embora a economia mundial tenha crescido de R$5 trilhões para R$30 trilhões, nos últimos 50 anos, o número de pessoas que vivem com $1 à $2 por dia poderá aumentar de 2 bilhões para 4 bilhões dentro dos próximos 25 anos. O crescimento econômico contínuo na India e na China é o maior instrumento para a redução da pobreza mundial, porque 66% daqueles que sobrevivem com R$1 por dia vivem na Ásia. Superfícies de gelo estão se desintegrando em todos os continentes.

Doenças infecciosas são a causa de 30% de todas as mortes, enquanto um grande número de novas doenças não tem cura, e algumas doenças mais antigas já desenvolveram resistência contra os medicamentos.

A AIDS é a causa pioneira das mortes na África sub-saariana, e a doença começou a se dispersar mais rapidamente na parte central/ meridional da Ásia, e no leste Europeu. O medicamento de anti-retrovirus utilizável para os países em desenvolvimento baixou o custo de US$10,000 para US$500 por pessoa ao ano, mas a distribuição local precisa de maior atenção. A incidência de contaminação do HIV/AIDS tem reduzido 1/3 no Brasil.

Nós sabemos que o mundo está cada vez mais complexo e que os desafios mais sérios são globais por natureza,mas parece que ainda não sabemos como  aprimorar e empregar  ferramentas de gerenciamento baseadas na Internet de forma muito mais veloz, para atingirmos o cerne da situação. Embora um número crescente de pessoas esteja vivendo mais em democracias do que em ditaduras,  o crime organizado transnacional aumentou a ponto de esse crescimento interferir na habilidade governamental de ação. Existe uma crescente conscientização de que será necessária   uma declaração  de guerra com informação  contra a lavagem de dinheiro,  para trazer à tona o crime organizado transnacional e a corrupção política.

Para analisar o que está fazendo o mundo  melhor ou pior, em 2001 o projeto Milênio desenvolveu o SOFI (Capte of the Future Index) -  Índice do Estado do Futuro – uma combinação estatística de indicadores e previsões-chave O futuro não pode ser reduzido a um número, mas o processo de desenvolvimento desses indicadores , força as pessoas a considerar o que é considerado  melhor ou pior. Se a promessa do futuro parece estar mudando,então o SOFI  pretende mostrar as direções e a intensidade da mudança e também  identificar os fatores responsáveis.  O método de análise foi aperfeiçoado esse ano, considerando os desenvolvimentos que poderiam influenciar o curso do futuro em 19 variáveis.

Utilizando o trabalho prévio do Projeto Milênio (incluindo previsões diretas de importantes inovações do futuro e desenvolvimentos que apareceram em diversos cenários), uma lista notável de 80 desenvolvimentos do futuro foi compilada, e quando necessário,  foi estendida e aperfeiçoada. Os desenvolvimentos foram escolhidos com base em seus aparentes potenciais de afetar o curso das 19 variáveis do SOFI. Os resultados estão resumidos no capítulo 2 e estão inteiramente detalhados no CD anexo. A representação gráfica da SOFI 2002 é mostrada na figura 1. As metas de longo prazo, como a chegada do homem à lua ou a erradicação da varíola, eram consideradas impossíveis há alguns anos atrás, e mesmo assim, essas metas ainda incentivaram muitas pessoas a superarem seu egoísmo e interesses de curto prazo   a se interessarem pelas grandes realizações.

Figura 1                        SOFI 2002

O capítulo 3 sintetiza os resultados de duas rodadas de uma pesquisa  de metas globais para o ano de 2050. Essas grandes metas de longo prazo foram classificadas por ordem de importância, aceitabilidade política, e pela probabilidade de serem concretizadas até 2050. As 10 principais categorias – aquelas que o mundo pode e deve perseguir são:

- Fim da escassez e da poluição da água.
- Fornecimento de energia limpa e abundante.
- Fim da escravidão.
- Normalização da busca internacional de tecnologias-chave para beneficiar a humanidade de maneira similar ao Projeto do Genoma Humano.
- Criar mecanismos civis permanentes para a deliberação, monitoramento e avaliação das atividades do Estado e seus respectivos oficiais.
- Catalogar e preservar a diversidade das espécies do mundo.
- Eliminar todas as maiores infecções e doenças herdadas.
- Tornar as cidades mais habitáveis
- Fornecer educação universal on-line para todos.
- Estabelecer um sistema global para reavaliar as direções e os impactos da ciência e da tecnologia.

Logo depois dos ataques terroristas de 11 de setembro, participantes do Projeto Milênio e  da World Futures Studies Federation (Federação Mundial de Estudos do Futuro) foram convidados a contribuir para um estudo sobre contra-terrorismo.
O estudo envolveu duas rodadas de construção de cenários e um questionário posterior sobre a efetividade, plausibilidade, e os riscos de ações e políticas sugeridos nos cenários, são apresentados no capítulo 4 , com o texto completo dos cenários e detalhes da análise no CD-ROM anexo.

A principal recomendação  que pode ser encontrada no estudo inclui esses 8 princípios:

- Destruir ou pelo menos controlar rigorosamente armas de destruição em massa, objetivar e controlar o preço e o fluxo de outras armas.
- Reconsiderar políticas nacionais que criem inimizade no exterior
- Utilizar segurança humana global, somada aos interesses nacionais, na avaliação de políticas prospectivas
- Pensar através das conseqüências de ações, do grau de possibilidade, antes de serem implementadas.
- Aprimorar a sensibilidade para as diferenças culturais dos políticos  e da população como um todo
- Avaliar ações e sanções  militares cuidadosamente, já que acarretam grandes riscos
- Utilizar a informação como ferramenta para bloquear fundos, identificar terroristas, e mudar mentalidades
- Utilizar a mídia para mudar mentalidades para com normas éticas globais.

Considerando o crescimento tão rápido da tecnologia em diferentes frentes, a possibilidade desse crescimento acontecer além  do controle humano,  deve ser hoje levada a sério. O desenvolvimento da engenharia genética, e a proliferação de armas biológicas nos próximos 25 anos, poderia tornar-se ainda mais acessível e difícil de controlar que a tecnologia de armas nucleares.

Considere, por exemplo, a possibilidade dos vírus da AIDS ou do EBOLA serem modificados e desenvolvidos para transporte via aérea.. Aplicações civis da engenharia genética que forem herdadas  poderão alterar a humanidade. Aproximadamente 100 legisladores e profissionais da C & T - ciência e da tecnologia -  foram entrevistados em todo o mundo sobre tais riscos e sobre como melhorar a ciência e a tecnologia no processo político geral, tanto quanto o gerenciamento de outros assuntos ligados a C &T.

Foram identificadas 2 escolas de pensamento sobre o controle dos riscos científicos e tecnológicos. Um grupo acredita que os regulamentos poderiam simplesmente direcionar pesquisas clandestinas para outros países. Regulamentadores poderiam não ter a chance de acompanhar os passos acelerados dos avanços. De acordo com essa linha de pensamento, a maneira de administrar riscos é educar a opinião global sobre ciência e tecnologia, e treinar cientistas para serem éticos  autogerenciarem os riscos.

A outra escola acredita que a escala de impactos intencionais da C&T é tão boa, que sistemas globais serão necessários para prever e avaliar os riscos, e as regulamentações são necessárias para cumprir acordos que controlam a C&T. Dada a possibilidade dos impactos serem mundiais, sistemas globais de fiscalização são justificáveis. A síntese de duas orientações entre riscos de gerenciamento encontraram 7 elementos comuns:

  1.  Formular definições internacionais e diretrizes de risco utilizando visões de experts eminentes em campos que apresentam risco aparente.
  2.  Estabelecer uma organização internacional de C&T para disseminar informação sobre   desenvolvimentos e riscos prospectivos em C & T; essa organização poderia também ser encarregada de propor regulamentações- modelo onde for apropriado. Isso poderia não ser uma agência de regulamentação, mas um sistema de informação para prever e avaliar ameaças e oportunidades em  C&T numa base contínua
  3.  Adicionar papéis para a educação universitária, particularmente nos aspectos éticos e morais do curriculum da C&T. Diversos respondentes  sugeriram que os estudantes de ciência deveriam ser obrigados a prestar um “Juramento Científico” parecido com o juramento de Hipócrates adotado pelos médicos, e um curso de “Ética de C&T” que explora os riscos e os benefícios através de perspectivas da ciência ambiental, das ciências humanas, medicina, história da ética, filosofia, religião e visões globais das questões humanas.
  4.  Criar um fundo global de C&T para as  necessidades de pesquisas globais não contempladas em outras áreas,  incluindo particularmente tecnologias de defesa, e medidas de proteção para lidar com as ameaças da C & T..
  5.  Produzir fóruns anuais, como o de Davos, como uma forma  de discutir e examinar riscos.
  6.  Engajar a mídia para aprimorar o debate sobre C & T junto à opinião pública
  7.  Desenvolver tratados internacionais quando for apropriado.
Houve uma tendência geral entre os participantes na preferência de  aplicações tecnológicas regulamentadas,   mais do que ciência básica.
Parte dos participantes favoreceram os tratados internacionais para definir as condições de intervenção quando os riscos sejam muito grandes, e além disso,  compreendem que o Conselho de Segurança da ONU poderia autorizar a intervenção sem que houvesse novos acordos de C & T.    Tanto acordos como o Conselho de Segurança poderiam apelar por sanções.  No entanto, ainda persistem algumas discordâncias com relação à intervenção sobre pesquisas de C&T mesmo que possam existir ameaças muito extremas a sustentação da vida planetária. Entretanto, houve uma ampla concordância sobre os acordos que devem ser criados e que as primeiras áreas a serem abordadas deveriam ser a biotecnologia e a engenharia genética.

As entrevistas estão sintetizadas no capítulo 5, com os textos das entrevistas no CD-ROM anexo. O último capítulo desse livro explora assuntos sobre o futuro da segurança ambiental internacional e os potenciais requisitos militares.

A segurança militar define-se como a viabilidade ambiental para o apoio à vida, com três sub-elementos: a prevenção e restauração dos prejuízos militares ao meio ambiente; a prevenção e  resposta aos conflitos das causas ambientais; e a proteção  do meio ambiente em virtude  de valores morais do próprio meio ambiente.

Os requisitos militares estão mudando,  como um resultado de novos tipos de armas, conflitos assimétricos, no crescimento da demanda pelas pesquisas de recursos naturais, a urbanização que está fazendo com que mais pessoas dependam da vulnerabilidade dos serviços públicos, avanços contínuos nas leis ambientais escalam os litígios ambientais e a globalização que vem aumentando a interdependência. Cinco temas de segurança ambiental foram considerados, cada um com requisitos militares direcionados:

1.) Biotecnologia é utilizada para construção de novas armas.


2.) Um maior conflito militar sobre as águas é compreendido pelos líderes mundiais como extremamente plausíveis.

3.) Uma nova ameaça de doença ou epidemia estimula conflitos 4.) Maior ênfase no uso sustentável dos recursos naturais provoca uma revisão completa das operações militares, incluindo construção, operações de base, e treinamento de políticas de gerenciamento. 5.) Os efeitos posteriores ao uso de armas biológicas, químicas e nanotecnológicas ou um incidente nuclear requerem uma limpeza massiva ou outra grande responsabilidade militar.


- Conceitos adicionais no Estudo do Estado do Futuro 2002 incluem o seguinte:

- A vida está se tornando melhor para a maioria, mas existem muitas ameaças potenciais para a humanidade.
- O papel do Estado é mais importante quando o setor privado é menor Por isso, políticas que fazem sentido nas indústrias dos países ocidentais que incluem lideranças do p do setor privado são menos aplicáveis em regiões mais pobres.
- O processo de Pesquisa e Desenvolvimento científico que recorre a publicações especializadas  e obtém apoio governamental, está sendo desafiado por aqueles que usam o capital de risco para lançar produtos no mercado mais rapidamente.
- Haverá um adicional de 3 bilhões de pessoas  à população mundial nos  próximos 50 anos, e com o aumento do crescimento econômico e da concentração urbana, as necessidades energéticas poderão facilmente triplicar.

Sem as mudanças fundamentais na produção de energia, modelos de consumo e distribuição (principalmente elétrica), sérios problemas sociais e ambientais serão inevitáveis.

   Conclusões equivalentes à pesquisa do último ano incluem o seguinte:

Embora muitos critiquem os impactos potenciais culturais da globalização, está cada vez mais claro que é necessária uma mudança cultural para enfrentar os desafios globais. O desenvolvimento de democracias genuínas requer mudanças culturais, a prevenção da AIDS requer mudanças culturais; o desenvolvimento sustentável requer mudanças culturais; acabar com a violência contra a mulher requer mudanças culturais; acabar com a violência étnica requer mudanças culturais.

As ferramentas da globalização, como a Internet e o comércio mundial, deveriam ser usadas para ajudar nas adaptações culturais de modo que haja a preservação de suas próprias contribuições à humanidade e que ajudam  a melhorar a condição humana.

Os 15 desafios globais

1. Desenvolvimento sustentável: como podemos alcançá-lo?

A interdependência do crescimento econômico e da tecnologia tem sido a mais importante força de mudança nos últimos 200 anos, mas a menos que haja uma evolução em nosso comportamento, poderemos ter dois séculos ainda piores à frente.

2. Água: como todos podem ter acesso a ela sem conflitos?

Mais de 1 bilhão de pessoas não têm água para beber e 80% de todas as enfermidades que aparecem nos países sub-desenvolvidos são causadas pela água

3. População e recursos: como podem estar em equilíbrio?

Apesar das taxas de crescimento populacional começarem a cair, os atuais 6 bilhões de habitantes poderão chegar a 9 bilhões por volta do ano 2050 e 98% desse crescimento vai acontecer nas regiões mais pobres.

4. Democratização: como a verdadeira democracia poderá emergir do autoritarismo?

Pela primeira vez na história, temos mais pessoas vivendo em regimes democráticos do que em regimes autoritários, o que indica uma grande evolução do planeta e fortalece os caminhos de paz. Mas infelizmente o caminho para a transição democrática ainda pode levar muito tempo e nesse percurso muitas pessoas podem sofrer grandes danos.

5. Perspectivas globais de longo prazo: como elas podem passar a nortear a criação de políticas mundiais?

A complexidade, mudanças aceleradas e a globalização estão estimulando a atenção para as possibilidades do futuro. Infelizmente ainda são muitas as lideranças políticas que não ultrapassam os interesses imediatos por questões de poder.

6. A globalização da tecnologia da informação: como a globalização e as convergentes tecnologias da informação e da comunicação poderão trabalhar para o bem comum?

A Internet cresceu mais rápido que qualquer outro fenômeno da história. Aproximadamente 2 trilhões de dólares são movimentados ao redor do mundo a cada dia. Dentro de 6 anos, um bilhão de pessoas poderão estar conectadas no sistema planetário, fazendo do ciberespaço um meio civilizatório sem precedentes.

7. A distância entre ricos e pobres: como as economias de mercado norteadas por uma ética social poderão ser encorajadas a reduzir as diferenças entre ricos e pobres?

Desde os anos 60, a expectativa de vida nos países em desenvolvimento cresceu de 46 para 64 a nos, o índice de mortalidade infantil reduziu-se pela metade, a proporção de crianças nas escolas primárias cresceu 80% e o acesso à água potável e à sanitização dobrou. Entretanto, 2 bilhões de pessoas vivem apenas com um a dois dólares por dia. Embora tenha ocorrido algum progresso em algumas regiões da China e da Índia, a renda per capita tem caído vertiginosamente nos últimos 30 anos na maioria dos países pobres. O abismo social entre ricos e pobres tem se ampliado mesmo em países tidos como ricos.

8. Doenças: como reduzir a ameaça de novas doenças e de microorganismos infecciosos?

Doenças infecciosas são a causa de 30% das mortes no mundo. Grande progresso tem sido observado na luta contra essa condição, mas esse progresso tem levado as pessoas a visualizarem um falso estado de segurança. Nos últimos 20 anos, mais de 30 novas doenças, altamente infeccionas, foram identificadas como a Ébola, AIDS: para muitas delas ainda não existe tratamento, cura ou vacina.

9. Capacidade de decisão: como pode ser aprimorada à medida em que mudam as instituições e a natureza do trabalho?

Muitas pessoas acreditam que é possível traçar o futuro antes de se planejar para ele. O futuro é uma simples extrapolação linear do presente ou produto do destino e do acaso. A complexidade crescente que tem norteado o planeta requer muita informação para uma boa tomada de decisões, de ações efetivas e resultados rápidos.

10. Paz e conflito: como novos valores e estratégias de segurança podem reduzir os conflitos étnicos, o terrorismo e o uso de armamentos com poder de destruição massiva?

O poder destrutivo do terrorismo está crescendo e se espalhando, sendo difícil preveni-lo. A severidade dos conflitos religiosos, étnicos e raciais também estão aumentando, assim como o numero de países poderosamente armados. Armas químicas, biológicas são baratas e fáceis de usar. Ao mesmo tempo, estratégias para a paz mundial e pela segurança do planeta têm florescido, através de esforços globais, que têm se multiplicado, estimulado o respeito pela diversidade e pelos valores éticos.

11. Mulheres: como a mudança no status social da mulher pode ajudar a melhorar a condição humana?

Alfabetização crescente, diminuição da mortalidade infantil, contraceptivos mais eficazes e acessíveis, programas eficazes de planejamento familiar, movimentos de mulheres e o uso da Internet tem possibilitado cada vez mais a participação da mulher na economia e na sociedade. Quando o status da mulher se fortalece, as taxas de natalidade caem e assistem-se a avanços sociais. Mulheres educadas tendem a criar filhos mais saudáveis e contribuem melhor para a força do trabalho. Nos últimos 20 anos, as mulheres dos países em desenvolvimento avançaram duas vezes à frente dos homens nos programas de alfabetização e na participação escolar. Melhorar a condição de vida da mulher pode ser a melhor estratégia para solucionar os maiores problemas do mundo nesse terceiro milênio.

12. Crime transnacional: como evitar que o crime organizado se torne o mais poderoso e sofisticado empreendimento global?

É a industria que tem crescido mais rápido no mundo, com um lucro estimado de 500 bilhões de dólares. Uma rede internacional de cartéis de narcotráfico, a Magia e agentes criminais de diversos países tem reunido imensas somas de dinheiro através da comercialização ilegal das drogas e de outros atos ilícitos, favorecendo a aquisição de conhecimento e tecnologia que geram ainda mais lucros e torna-se uma poderosa força global.

13. Energia: como a demanda crescente de energia pode ser atendida de forma segura e eficiente?

O consumo da energia no mundo irá crescer mais do que 50% nos próximos 20 anos. Mais do que 300 usinas nucleares deverão ser desativadas nos próximos 15 anos. Como resultado, serão necessários mais recursos, não somente para atender a demanda crescente como também para compensar a produção paralisada pelo fechamento das usinas nucleares. Combustíveis fósseis poderiam suprir essa deficiência, mas a um custo ambiental inaceitável. Recursos alternativos como células fotovoltaicas, energia solar, entre outros não estão progredindo o suficiente para atender à demanda.

14. Ciência e Tecnologia: como as inovações científicas e tecnológicas podem ser aceleradas para melhorar a condição humana?

A velocidade dos avanços científicos e das aplicações tecnológicas estão mudando rapidamente a condição humana, alcançando novas fronteiras como a nanotecnologia, a biotecnologia, a ciência cognitiva, a inteligência artificial e as ciências espaciais.

15. Ética global: como as considerações globais pode se incorporar no cotidiano das decisões globais?

Os países terão permissão para poluir em nome do desenvolvimento econômico? Como os direitos à água de um país equilibram-se com as necessidades do outro? Essas questões tão complexas envolvem conflitos de interesse, norteiam-se por metas políticas e desafiam o mundo. Diálogos inter-religiosos, grupos de pensadores, comissões multilaterais estão propondo uma ética global. Um conjunto de valores universais ou morais de todas as religiões pode não ser suficientes para nos deter desse tipo de comportamento.

Todo esse retrato do mundo constitui um plano estratégico global, que visa mobilizar todos os setores da sociedade. O Projeto Milênio espera consolidar numa referência para a continuidade de um diálogo global com executivos, governantes, educadores, jornalistas, acadêmicos, religiosos e outros atores sociais planetários.

Muitas dessas questões globais ainda não encontram resposta, mas de uma coisa poderemos ter certeza: é chegada a hora de, frente a tantos e profundos desafios, identificarmos forças e capacidades de transformar a condição do planeta, elevando nosso nível de consciência, num eterno e permanente despertar.

Você pode adquirir exemplares da publicação "O Estado do Futuro " através da Internet, em Inglês e Espanhol. Basta acessar o seguinte endereço: www.stateofthefuture.org
 
 



Table of Contents

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Executive Summary - 1

1. Global Challenges -  9

2. State of the Future Index -  41

3. Long-Range Goals for the Year 2050 - 49

4. Counterterrorism—Scenarios, Actions, and Policies - 55

5. Management and Policy Implications of Future Science and Technology Issues - 65

6. Future International Environmental Security Issues and Potential Military Requirements - 89

Appendix

Millennium Project Participants: General Demographics - 99
Acronyms and Abbreviations - 100
 
 

CD-ROM Section

EXECUTIVE SUMMARY (9 pages)

1. GLOBAL CHALLENGES (471 pages)

General description with comments and a range of views
Regional perspectives
Actions to address the challenge with a range of views
Indicators to measure progress on the challenge


2. STATE OF THE FUTURE INDEX

2.1 State of the Future Index—2001 (66 pages)
2.2 State of the Future Index—2002 (37 pages)


3. LONG-RANGE GOALS FOR THE YEAR 2050 (24 pages)

4. SCIENCE AND TECHNOLOGY

4.1 Future Issues of Science and Technology (79 pages)
4.2 Management and Policy Implications for Future Science and Technology Issues (221 pages)
5. WORLD LEADERS ON GLOBAL CHALLENGES (42 pages)
5.1 Executive Summary
5.2 Globalization
5.3 Rich-Poor Gap
5.4 Human Rights
5.5 UN Reform
5.6 Environmental Issues
6. GLOBAL SCENARIOS
6.1 Counterterrorism—Scenarios, Actions, and Policies (40 pages)
6.2 Normative Scenario to the Year 2050 (18 pages)
6.3 Exploratory Scenarios (40 pages)
6.4 Very Long-Range Scenarios—1000 years (23 pages)
7. MEASURING AND PROMOTING SUSTAINABLE DEVELOPMENT
7.1 Measuring Sustainable Development (17 pages)
7.2 The Sustainable Development Index (26 pages)
7.3 Partnership for Sustainable Development (33 pages)
8. ENVIRONMENTAL SECURITY
8.1 Environmental Security: Emerging International Definitions, Perceptions, and Policy Considerations (43 pages)
8.2 Environmental Security: United Nations Doctrine for Managing Environmental Issues in Military Actions (113 pages)
8.3 Environmental Crimes in Military Actions and the International Criminal Court (ICC)—United Nations Perspectives (30 pages)
8.4 Future International Environmental Security Issues and Potential Military Requirements (43 pages)
APPENDICES
Appendix A: Millennium Project Participants, 1996–2002 (list of names with affiliation and country)
Appendix B: State of the Future Index (60 pages)
Appendix C: Long-Range Goals for The Year 2050 (59 pages)
Appendix D: Future Issues of Science and Technology  (64 pages)
Appendix E: World Leaders on Global Challenges (28 pages)
Appendix F:  Scenarios (171 pages)
Appendix G: Measuring and Promoting Sustainable Development  (40 pages)
Appendix H: Environmental Security Studies (150 pages)
Appendix I: Factors Required for Successful Implementation of Futures Research in Decisionmaking  (109 pages)
Appendix J: Annotated Bibliography of over 400 Scenarios and/or Scenario Sets (350 pages)
Appendix K: Publications of the Millennium Project
ACRONYMS AND ABBREVIATIONS


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